Pensar em  sinistros é algo que tira o sono de qualquer transportador e motorista, pois perdas como desvios de estoques, fraudes financeiras, incêndios em depósitos, acidentes com caminhões e roubos de cargas são eventos cada vez mais presentes na maioria das operações logísticas, fatos evidenciados pelos noticiários. Dessa forma, pode-se começar a perceber a importância de avaliar os riscos, para se planejar, operacionalizar e gerenciar a logística.

Por definição, segundo a International Organization for Standardization (ISO) 31.000 (ISO de gestão de Riscos Corporativos), o conceito de risco pode ser definido como “o efeito da incerteza nos objetivos”. Ou seja, para operacionalizar a logística, há a necessidade de superar grandes desafios, em um ambiente cheio de incertezas derivadas de inúmeras interdependências e influências do ambiente externo, logo, há a presença do risco como fator inerente à logística.

No Brasil, os acidentes rodoviários com caminhões, por exemplo, acontecem todos os dias. Esses acidentes trazem aumento de custos com manutenção e seguros, além da perda de ativos das empresas e da indisponibilidade de caminhões para atender aos clientes, sendo ainda mais grave o custo social ao país com hospitais, atendimentos de emergências nas estradas e indenizações às pessoas que se tornam inválidas ou às suas famílias. Porém, o inaceitável mesmo é o grande número de acidentes fatais.

As estatísticas são alarmantes e, infelizmente, pioram ano após ano. O Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) publicou, em agosto de 2016, um estudo sobre os acidentes rodoviários no Brasil, considerando o período de 2010 a 2014. O ONSV usou como base os dados do DataSus (ministério da saúde), para avaliar o número total de mortos nas vias e rodovias brasileiras. O estudo mostrou que os acidentes fatais envolvendo caminhões aumentou 15%, de 2010 para 2014, sendo contabilizados 43.780 pessoas mortas, apenas em 2014.

Com relação ao roubo de cargas, um assunto correlato ou, até mesmo, a sua principal causa de existência é o crime organizado, que explora e abastece os chamados Mercados Ilícitos Transacionais (MIT).

A Federação da Indústrias do estado de São Paulo (FIESP), por meio de seu Departamento de Segurança (Dseg), publicou, em 2017, o Anuário 2016 sobre Mercados Ilícitos Transacionais em São Paulo ( A economia criminal transacional).  São Paulo é o Estado onde ocorrem mais de 80% dos roubos de cargas do Brasil, o anuário mostra que a cidade é considerada o centro da economia criminal transacional do país.

Ainda sobre o apresentado no anuário da FIESP, o crime organizado movimentou só no ano de 2015, em São Paulo, cerca de R$13,26 bilhões. Esse MIT impediu que pudesse ser gerado, em 2015, um número significativo de empregos formais. Já o Governo de São Paulo deixou de arrecadar, em 2015, mais de R$2,8 bilhões.

Dito tudo isso, o que fazer? Agora é que entram as técnicas e ferramentas do gerenciamento de riscos, para apoiar a gestão logística. Necessita-se de uma adequada cultura, que valoriza a prevenção e acredita que investir nessas medidas reduz o custo, preserva vidas e gera valor para as empresas, o Estado e a sociedade.

As maiores causas de acidentes são mais simples de serem gerenciadas, como excesso de velocidade, falta de descanso dos motoristas e cargas que não foram “acomodadas” corretamente. Mas existem também fatores externos, onde cabe ao governo solucionar, como má sinalização, problemas com pavimentação e a erradicação do crime organizado. Porém há várias medidas que podem auxiliar o motorista e a transportadora no controle desses riscos, quando o cenário é analisado corretamente.

O gerenciamento de riscos possui boas práticas e normas, como a ISO 31.000 ( gestão de Riscos Corporativos) e a ISO 28.000 ( Sistemas de Gestão de Segurança da cadeia de Suprimento), que direcionam como estabelecer  a metodologia, o sistema de gestão, a estrutura e os princípios para aplicar, de forma preventiva e prospectiva, a gestão de riscos como um alicerce que sustente e seja uma solução integrada à logística.

O desenvolvimento e a aplicação particularizada de processos e práticas, como a gestão de continuidade de negócios, disaster recovery e plano de resposta à emergência, permitem às organizações se prepararem para minimizar os impactos dos riscos em seus negócios.

Nessa questão de utilizar a gestão de riscos para apoiar a logística, um dos principais fatores críticos de sucesso é desenvolver uma cultura de riscos que seja capaz de unificar objetivos, homogeneizar conceitos e envolver, também, fornecedores, prestadores de serviços, parceiros estratégicos ou operacionais e, até mesmo, os clientes.

Dessa forma, quando a gestão de riscos se integra ao pensamento sistêmico, tem-se uma forte aliada para potencializar as chances de sucesso na obtenção dos objetivos estratégicos.

 

Fonte: revista Mundo logística, edição 61, dezembro 2017, pág 78

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